Antonio Barreto

Um novo cordel para Pedro Bial
OUTRO CORDEL PARA PEDRO BIAL – BBB II
Autor: Antonio Barreto, natural de Santa Bárbara,
residente em Salvador
I
Há bem pouco tempo fiz
O cordel do BBB,
Mas parece que o Bial
Não saiu do ABC,
Agora fiz o segundo
E não quero fuzuê!
II
Consultei um advogado
Pra saber as consequências.
Ele me disse: “Barreto,
Teu cordel tem procedências,
Manda ver nesse Bial
Que é cheio de indecências!
Cordel Diga Não ao Horário de Verão
DIGA NÃO AO HORÁRIO DE VERÃO
Autor: Antonio Barreto, natural de Santa Bárbara-Ba,
residente em Salvador
Essa ideia anacrônica
De alterar o fuso horário
É uma forma de o governo
Ajudar ao empresário
Mas o povo de bom tino
Sabe que é desnecessário.
II
No Brasil não tem otário
Pra viver de imitação
Porque gente esclarecida
Aqui temos de montão
Então vamos boicotar
Esse Horário de Verão.
Piada da Semana! Crise em versos de cordel
CONVITE
Conto com a presença de todos os aficcionados pelo gênero literário no lançamento do mais recente cordel de minha autoria, O Vampiro Apaixonado, destinado ao público infanto-juvenil.
Estarei presente para receber com prazer os amigos às 10 horas da manhã de domingo, dia 7 de agosto, na Biblioteca Monteiro Lobato, Largo de Nazaré, em Salvador. Até lá!
CORDEL NO CARTÃO POSTAL
Salvador, praça Municipal da cidade alta — com vista para o Palácio Tomé de Souza, junto ao Elevador Lacerda –, em fragmentos cênicos captados pela lente do poeta Paulo Pilha.
As imagens que observamos na cidade baixa formam um panorama parcial da Baía de Todos os Santos, pegando um trecho da Marina, Forte de São Marcelo e Mercado Modelo.
Cordel A Morte de Bin Laden na Boca do Povo
A MORTE DE BIN LADEN NA BOCA DO POVO
Antonio Barreto (Santa Bárbara/BA), residente em Salvador
1
O suposto assassinato
Ordenado por Obama
Aniquilando de vez
O seu ex-parceiro Osama
Caiu na boca do povo
Que este cordel proclama.
2
Quando Obama anunciou
Tal fato no Paquistão
Peguei caneta e papel
Pra colher a opinião
Do povo de Salvador
E cordelizar, então.
3
Sem nenhuma acanhação
Eu pude aqui registrar
Neste singelo cordel
Da cultura popular
A voz do povo, nas ruas,
Conforme vou lhe mostrar:
CORDEL DESENCANTADO
Antonio Barreto – (Santa Bárbara/BA), residente em Salvador
Todos nós aqui sabemos
Que a cultura anda pra trás…
O governo é incapaz
De ofertar o que merecemos
E assim nós padecemos
Nessa onda da exclusão.
Na literatura, então,
Só tem vez o elitizado.
Todo artista é respeitado
Porém o poeta não.
II
Patativa, lá no céu,
Certamente está chorando
E prossegue reclamando
Sem poder tirar o chapéu
Ao ver tanto malandréu
Mergulhado na ambição
Botar dinheiro na mão
Mesmo sendo afortunado.
Todo artista é respeitado
Porém o poeta não.
CARTA DE UM CORDELISTA BAIANO AO PREFEITO JOÃO HENRIQUE
(462 anos de Salvador)
Autor: Antonio Barreto, natural de Santa Bárbara
Meu querido João Henrique
Prefeito de Salvador
Eu escrevo essa cartinha
Para traduzir o clamor
Que não é somente meu
Mas de todo o eleitor.
II
Não escrevo com rancor
Nem busco aqui confusão
Falo pela maioria
Da nossa população
Que quer ver nossa cidade
Em melhor situação.
É com muito prazer que comunico a todos que eu e mais dois cordelistas baianos estaremos lançando o cordel PELEJA A SEIS MÃOS, na próxima sexta-feira, dia 18, aqui mesmo em Salvador.
Juntamente com meus companheiros Pilô e Zewalter Pires estaremos recebendo convidados, amigos e mais quem queira nos prestigiar, a partir das seis da tarde na Cantina da Lua, Pelourinho.
Neste novo folheto PELEJA A SEIS MÃOS abordamos a amizade, a grandeza do sertão e o valor da literatura de cordel no espaço urbano. Será um prazer receber a todos.
Clique na capa ao lado, com a xilogravura de Gabriel Arcanjo, para melhor visualizar.
O Cordel na sala de aula
A pedido dos alunos do Colégio Perfil, em Vilas do Atlântico, aqui em Salvador, registro com satisfação algumas imagens da Oficina de Cordel realizada com a turma do 7º ano “A” de Ensino Fundamental, no dia 26 de agosto de 2010.
Naquela ocasião abordei o sub-tema a “Literatura de rua”, enfocado no projeto “Brasil: Problemas, Prazeres e Riquezas”.
De maneira lúdica e participativa respondi a perguntas sobre a origem do cordel, mostrando a importância desse gênero literário para o povo sertanejo.
Também ensinei e estimulei os alunos a escreverem os tradicionais versos medidos e rimados.
A receptividade foi excelente e os participantes mostraram interesse pelo tema com perguntas bastante instigantes.
As professoras Tamara Guerra e Sueidy Paraíso deram amplo suporte pedagógico durante todas as atividades do evento, associando as falas e as leituras deste poeta aos temas mais relevantes do cotidiano escolar.


























