Antonio Barreto

CORDEL DESENCANTADO
Antonio Barreto – (Santa Bárbara/BA), residente em Salvador
Todos nós aqui sabemos
Que a cultura anda pra trás…
O governo é incapaz
De ofertar o que merecemos
E assim nós padecemos
Nessa onda da exclusão.
Na literatura, então,
Só tem vez o elitizado.
Todo artista é respeitado
Porém o poeta não.
II
Patativa, lá no céu,
Certamente está chorando
E prossegue reclamando
Sem poder tirar o chapéu
Ao ver tanto malandréu
Mergulhado na ambição
Botar dinheiro na mão
Mesmo sendo afortunado.
Todo artista é respeitado
Porém o poeta não.
CARTA DE UM CORDELISTA BAIANO AO PREFEITO JOÃO HENRIQUE
(462 anos de Salvador)
Autor: Antonio Barreto, natural de Santa Bárbara
Meu querido João Henrique
Prefeito de Salvador
Eu escrevo essa cartinha
Para traduzir o clamor
Que não é somente meu
Mas de todo o eleitor.
II
Não escrevo com rancor
Nem busco aqui confusão
Falo pela maioria
Da nossa população
Que quer ver nossa cidade
Em melhor situação.
Capas de folhetos com Literatura de Cordel, de autoria de Antonio Barreto:
Discurso de um Caipira Arretado
Discutindo a Lei 10.639 na Sala de Aula
O Bahia e o Vitória na Língua de Dois Torcedores Apaixonados
Dança do Ventre – Uma Arte Milenar
A Origem do Mensalão Vem dos Tempos de Cabral
Cuidado, a Gripe Suína Mora ao Seu Lado
É com muito prazer que comunico a todos que eu e mais dois cordelistas baianos estaremos lançando o cordel PELEJA A SEIS MÃOS, na próxima sexta-feira, dia 18, aqui mesmo em Salvador.
Juntamente com meus companheiros Pilô e Zewalter Pires estaremos recebendo convidados, amigos e mais quem queira nos prestigiar, a partir das seis da tarde na Cantina da Lua, Pelourinho.
Neste novo folheto PELEJA A SEIS MÃOS abordamos a amizade, a grandeza do sertão e o valor da literatura de cordel no espaço urbano. Será um prazer receber a todos.
Clique na capa ao lado, com a xilogravura de Gabriel Arcanjo, para melhor visualizar.

Capas de folhetos com Literatura de Cordel, de autoria de Antonio Barreto:
A Operação Navalha no Reino da Impunidade
ACM Está Correto ou Merece Punição?
Adeus Não: Até Breve, Fonte Nova
Mestre Bimba: Capoeira, Vida e Emoção
Carta de Um Cordelista Baiano ao Prefeito João Henrique
Sylvie Debs nas Trilhas do Cinema e do Cordel
O Cordel na sala de aula
A pedido dos alunos do Colégio Perfil, em Vilas do Atlântico, aqui em Salvador, registro com satisfação algumas imagens da Oficina de Cordel realizada com a turma do 7º ano “A” de Ensino Fundamental, no dia 26 de agosto de 2010.
Naquela ocasião abordei o sub-tema a “Literatura de rua”, enfocado no projeto “Brasil: Problemas, Prazeres e Riquezas”.
De maneira lúdica e participativa respondi a perguntas sobre a origem do cordel, mostrando a importância desse gênero literário para o povo sertanejo.
Também ensinei e estimulei os alunos a escreverem os tradicionais versos medidos e rimados.
A receptividade foi excelente e os participantes mostraram interesse pelo tema com perguntas bastante instigantes.
As professoras Tamara Guerra e Sueidy Paraíso deram amplo suporte pedagógico durante todas as atividades do evento, associando as falas e as leituras deste poeta aos temas mais relevantes do cotidiano escolar.













